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Arenavírus pode ter causado morte de engenheiro sul-africano, suspeita ministério
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
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Rio de Janeiro - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, está investigando a suspeita de que o engenheiro sul-africano William Charles, 53 anos, tenha morrido em conseqüência de febre hemorrágica causada pelo arenavírus, comum na África e transmitido por fezes e urina de roedores ou pacientes infectados. Ele morreu na manhã de ontem (2), na Casa de Saúde São José, na zona sul do Rio de Janeiro.
Charles estava no Brasil desde 25 de novembro para fazer palestras.. No sábado (29), o engenheiro passou mal e foi internado com quadro clínico de febre, vômito, sangue na urina, aumento do fígado e pequenas erupções na pele. Segundo a Casa de Saúde São José, ele ficou em isolamento durante o período de internação. O corpo permanece em uma área isolada do hospital, que aguarda orientação do Ministério da Saúde.
Os técnicos da Fiocruz já descartaram as hipóteses de que a morte de Charles tenha sido provocada pelo vírus ebola, dengue hemorrágica, marburg, leptospirose, hantavirose ou hepatite. Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que a principal suspeita é que o engenheiro foi vítima de contaminação pelo arenavírus.
De acordo com o ministério, não há relatos de contágio nas pessoas que estiveram em contato com Charles. Ainda segundo a nota, os profissionais de saúde que cuidaram o engenheiro estão sendo acompanhadas pelas autoridades sanitárias. O ministério esclareceu também não é recomendada quarentena para quem tiver com suspeita do vírus, porque o contágio ocorre apenas após o aparecimento dos sintomas. O período de encubação do arenavírus varia de sete a 16 dias.
O Consulado da África do Sul, em São Paulo, informou na manhã de hoje (3) que ainda não recebeu o passaporte de Charles. Por isso, preferiu não confirmar a nacionalidade do engenheiro.
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Defesa Civil alerta para risco de novos deslizamentos de terra em SC
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - A Defesa Civil de Santa Catarina divulgou um relatório alertando para o risco de novos deslizamentos de terra no estado diante da previsão de mais chuva nos próximos dias. De acordo com o site do governo de Santa Catarina, a situação ainda é crítica, sobretudo na região do Vale do Itajaí, a tendência, porém, é de que as águas comecem a baixar “lentamente”. E ainda há risco de deslizamentos de terra nas encostas.
O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina informou que o tempo permanece instável, sobretudo, na área que vai de Florianópolis ao norte do estado. A previsão é de muitas nuvens e chuvas isoladas.
Já na parte oeste e no litoral de Santa Catarina, o tempo fica mais firme e com sol, mas ainda há previsão de aumento de nuvens e de pancadas de chuva isoladas no final do dia.
Em casos de emergência, as pessoas devem acionar Coordenadoria Municipal de Defesa Civil pelo número 199. A Defesa Civil estadual também informou que prestará atendimento 24 horas à comunidade pelo telefone (48) 3244-0600. O alerta vale até o próximo domingo (30).
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Juiz suspende indiciamento de pessoas responsabilizadas pelo acidente da TAM
Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
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São Paulo - O juiz Helio Narvaez, da 1ª Vara Criminal do Fórum do Jabaquara, em São Paulo, suspendeu hoje (24) o indiciamento das dez pessoas que haviam sido responsabilizadas pelo delegado Antônio Carlos Menezes Barbosa, na última quarta-feira (19), pelo acidente com o avião da TAM, ocorrido em julho do ano passado. O motivo da suspensão do indiciamento não foi informado pela assessoria do Tribunal de Justiça estadual.
Menezes Barbosa, titular do 15º Distrito Policial da cidade de São Paulo, e responsável pelo inquérito anunciou na última quarta-feira (19) que indiciaria dez pessoas pelo crime de atentado à segurança de transporte aéreo.
São elas: os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Agnaldo Molina Esteves e Esdras Ramos; a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu; o ex-presidente da Infraero, José Carlos Pereira; o ex-presidente da Anac, Milton Zuanazzi; os superintendentes da Anac Luiz Kazumi Miyada, Jorge Luiz Brito Velozo e Marcos Tarcisio Marques dos Santos; o diretor de segurança de vôo da TAM Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro; e o ex-gerente de engenharia de operações da TAM Abdel Salam Abdel El Salam Rishk.
No acidente, morreram 199 pessoas. Na aterrissagem, o Airbus A-320 da TAM atravessou a pista do Aeroporto de Congonhas em alta velocidade chocando-se, já fora do aeroporto, contra o prédio da TAM Express, empresa de entrega de encomendas.
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Parentes das vítimas do acidente da TAM questionam tipificação de crime
Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
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São Paulo - Os parentes das vítimas do acidente com o airbus da TAM, ocorrido em julho de 2007 em São Paulo, se reuniram hoje (22) na capital paulista. Eles ouviram a apresentação oficial do laudo do Instituto de Criminalística e do inquérito da Polícia Civil do estado sobre o acidente, que resultou na morte de 199 pessoas. Entre os questionamentos levantados pelos familiares estão a mudança da tipificação do crime de homicídio culposo para atentado contra a segurança do transporte aéreo e a responsabilização dos pilotos.
O presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAM JJ3054 (Afavitam), Dario Scott, elogiou o trabalho da Polícia Civil, que em 16 meses conseguiu apontar o nome de dez responsáveis pelo acidente, mas disse que os parentes das vítimas não entenderam o motivo da mudança da tipificação do crime. “Ficamos surpresos com esse nome, mas o que queremos é justiça, independentemente do nome. E que os responsáveis paguem pelo que fizeram com nossos familiares”, afirmou.
Segundo Scott, é preciso saber qual o papel de cada um dos indiciados dentro do processo, o que deve ser esclarecido no relatório final sobre o acidente. Ele disse que os familiares das vítimas avaliam que mais pessoas deveriam ter sido indiciadas. “Nós achamos que foram apontadas poucas pessoas da TAM. A empresa tem uma responsabilidade maior sobre o que aconteceu”. Para Scott, o ex-presidente da TAM Marco Antônio Bologna deveria ter sido indiciado também. “Para nós, ele tem responsabilidade. Queremos saber por que ele ficou fora”.
Dario Scott enfatizou que a famílias descartam a possibilidade de os pilotos terem alguma responsabilidade no acidente, já que as apurações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Civil não são conclusivas sobre a posição dos manetes.
O presidente da Afavitam disse ainda que a associação continuará pressionando as autoridades e que acredita que o entendimento sobre a nomenclatura do crime possa ser modificado no futuro. “O fato de o indiciamento ter sido por atentado não quer dizer que essa seja a mesma visão do promotor a quem o inquérito será encaminhado e pode não ser a mesma visão do juiz . Nós vamos continuar brigando para que seja doloso ou culposo,qualquer que seja a tipificação”.
Ainda sobre a tipificação do crime, o secretário de Justiça do estado de São Paulo, Luiz Antônio Guimarães Marrey, que compareceu à reunião, juntamente com o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, para dar apoio aos familiares, afirmou que a decisão final quanto a isso cabe à Justiça. “A polícia faz a atribuição do nome no inquérito e essa atribuição vai ser submetida à Justiça. O promotor pode concordar ou discordar e a palavra final é do Poder Judiciário”.
Cinco indiciados pelo acidente deverão comparecer ao 15º Distrito Policial, segunda (24) e terça-feira (25), para serem notificados formalmente, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública. São eles a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, o ex-gerente de Engenharia de Operações da TAM, Abdel Salam Abdel el Salam Rishk, o diretor de Segurança de Vôo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, e os funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) Agnaldo Molina Esteves, que liberou a pista para o pouso, e Esdras Ramos, que fez a avaliação para a pista ser liberada.
Já o ex-presidente da Anac Milton Zuanazzi, o ex-presidente da Infraero José Carlos Pereira, e os superintendentes da Anac Luiz Kazumi Myada, Marcos Tarcísio Marques dos Santos e Jorge Luiz Brito Velozo serão indiciados por carta precatória.
Os familiares das vítimas permanecem em São Paulo até amanhã (23). No fim da tarde, eles fazem uma manifestação no Aeroporto de Congonhas.
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Bahia Acontece
Salário de novembro
A Prefeitura de Salvador mais uma vez antecipará o pagamento da folha de pessoal. Todos os 33 mil servidores municipais, ativos e inativos, receberão na próxima terça-feira (dia 25) os salários, aposentadorias e pensões em lote único, referentes ao mês de novembro. O anúncio foi feito ontem (dia 20) pela Secretaria Municipal da Fazenda. O depósito será efetuado diretamente nas contas correntes dos servidores no Bradesco. Desde o final do ano passado, a Prefeitura passou a pagar a folha de pessoal dentro do mês corrido. Antes, o pagamento era efetuado, também em dia, mas até o quinto dia útil do mês seguinte, dentro do prazo previsto pela legislação trabalhista. Os cronogramas de pagamento podem ser consultados no site da Sefaz: http://www.sefaz.salvador.ba.gov.br/
Saúde I
A Prefeitura através da Secretária Municipal da Saúde (SMS) promove nos próximos dias 25 e 26 a III Jornada de Análises Clínicas. O evento começa às 9 horas, no auditório da Fiocruz, no Candeal, sendo organizado pela equipe de Apoio Diagnóstico e direcionado a bioquímicos e técnicos de laboratórios da SMS. Durante a ação, serão abordados os temas como Novas Técnicas de Diagnóstico em Tuberculose, A Importância do Laboratório de Análises Clínicas para o Portador HIV/Aids, Padronização das Técnicas do Coagulograma. As inscrições podem ser feitas pelo telefone: 3186-1053 ou pelo e-mail:
adiagnostico.saude@salvador.ba.gov.br
Arquivo Bahia Acontece:
Produção de petróleo no Brasil aumentou mais de 8% em outubro
Nielmar de OLiveira
Repórter da Agência Brasil
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Rio de Janeiro - A produção média diária de petróleo no Brasil chegou a 1.872.970 barris, um aumento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de gás natural nos campos nacionais atingiu 53,717 milhões de metros cúbicos diários, indicando aumento ainda maior: 26% sobre os 42,589 milhões de metros cúbicos produzidos em outubro de 2007.
As informações, divulgadas pela estatal em nota na noite de ontem, indicam que, somados os volumes de óleo e gás natural, a produção média, em outubro, no Brasil, alcançou 2.210.839 barris de óleo equivalente (BOE) por dia - aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano passado (1.997.366 BOE por dia), mas mantendo o mesmo patamar de setembro de 2008. Quando comparada a setembro, no entanto, a produção média de óleo, em outubro, foi 1,3% inferior.
“Essa pequena variação decorreu de problemas operacionais, já resolvidos, nas plataformas P-52 e FPSO-Brasil (Campo de Roncador) e P-48 (Campo de Caratinga), assim como da queda na produção da Estação de Tratamento de Óleo de Furado, em Alagoas, por causa do acidente ocorrido no dia 23 de setembro”, informou a Petrobras. Ainda assim, a produção de gás, em outubro, foi 2,3% maior que a de setembro de 2008.
A nota da estatal informa, ainda, que, considerados os campos da Petrobras no Brasil e no exterior, a produção total de petróleo e gás natural atingiu, em outubro deste ano, a média diária de 2.440.367 barris de óleo equivalente (BOE) – um aumento de 9,4% em relação ao registrado em outubro de 2007, mantendo-se estável em relação a setembro deste ano.
O volume de petróleo e gás natural produzido pela Petrobras nos oito países onde ela exerce suas atividades de Exploração e Produção (E&P), em barris de óleo equivalente, atingiu em outubro 229.528 barris/dia, volume 3% superior ao produzido em setembro deste ano. “A entrada em produção de novos poços no campo de Agbami, na Nigéria, contribuiu para o aumento dos volumes produzidos em relação ao mês anterior”, informa a nota.
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Caixa amplia linha de crédito para material de construção
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - A Caixa Econômica Federal ampliou de R$ 7 mil para R$ 25 mil o limite de financiamento para aquisição de material de construção, destinado a famílias com renda de até R$ 1,9 mil. O novo limite está em vigor desde a última segunda-feira (10), de acordo com informe divulgado hoje (11) pela assessoria de imprensa da Caixa.
A linha de crédito chamada de Construcard FGTS, por utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, tem juros entre 6% e 8,16%, de acordo com a faixa de renda do tomador e do prazo do financiamento, em até 40 meses. A contratação é simplificada, diretamente nas agências da Caixa e ainda permite incluir até 15% do valor do material para custos de mão-de-obra.
Para quem ganha acima de R$ 1,9 mil a opção para financiar material de construção é a linha de crédito Construcard Caixa/SBPE, com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo. O limite mínimo de empréstimos nesse caso é de R$ 1 mil, e o valor máximo depende da capacidade de pagamento do tomador.
Em qualquer dos casos, a Caixa exige que a documentação do imóvel esteja em ordem e que o tomador do empréstimo não comprometa mais de 30% da renda mensal. Tanto o Construcard FGTS quanto o Construcard Caixa/SBPE são aceitos em mais de 40 mil lojas credenciadas no país.
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Volume alto do fone de ouvido pode causar surdez, alerta entidade
Antonio Trindade
Repórter da Rádio Nacional
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Brasília - Nos ônibus, nas ruas, em casa e até na escola é cada vez mais comum ver crianças, jovens ou adultos com fones de ouvido escutando música. No Dia da Audição, comemorado amanhã (10), a Sociedade Brasileira de Otologia faz um alerta para quem exagera no hábito: ele pode causar surdez.
Para conscientizar os jovens, a entidade vai distribuir nas escolas da rede pública e particular do estado de São Paulo informativos sobre os prejuízos do uso prolongado dos aparelhos portáteis de música.
A professora de Letras Andréia Barbosa Mendes mora em Brasília e não passa mais de 45 minutos por dia com fone de ouvido. Ela toma cuidado para não deixar o volume do aparelho de MP3 muito alto, mas explica que nem sempre isso é possível. “No metrô, por exemplo, eu aumento o volume por causa do barulho ambiente”, admite.
“Quando o som do aparelho compete com o som ambiente, é melhor evitar usá-lo”, aconselha a otorrinolaringologista Alessandra Zanoni, da Sociedade Brasileira de Otologia. “O barulho do trânsito, por exemplo, chega a 90 decibéis. A longo prazo, escutar música alta na rua pode prejudicar o ouvido”, alerta a médica.
A potência dos aparelhos portáteis de música pode chegar a 120 decibéis, o equivalente à potência de uma turbina de um avião na decolagem.
Dados do Grupo de Estudo de Zumbido do Hospital das Clínicas de São Paulo apontam que 35% dos casos diagnosticados de problemas auditivos se devem à exposição prolongada a sons lesivos, que podem ser produzidos por aparelhos portáteis de música, como tocadores MP3 e os antigos discmans e walkmans.
O primeiro sinal de problema costuma ser um zumbido no ouvido. Cerca de 25 milhões de brasileiros apresentam esse sintoma, mas só 15% procuram ajuda médica.
A perda de audição é irreversível. Por isso, a dica é não exagerar. O ideal é deixar o volume na metade da potência. Se as pessoas ao redor escutam o som que sai do fone de ouvido, o ideal é diminuir o volume do aparelho. Os médicos aconselham a não usar aparelhos de fones de ouvido por mais de três ou quatro horas por dia. Quando perceber alguma alteração no ouvido, a pessoa deve procurar um médico.
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TRE-RO cassa os mandatos do governador Ivo Cassol e do senador Expedito Júnior
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), em atendimento a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), decretou a perda dos mandatos do governador Ivo Cassol e do senador Expedito Júnior, por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) e abuso de poder nas eleições de 2006. A sentença foi dada ontem (4) e cabe recurso ao próprio TRE e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles também podem entrar diretamente no TSE com ações cautelares para se manterem nos cargos.
Segundo a relatora do processo, desembargadora Ivanir Feitosa Borges, há indícios suficientes que caracterizam a conduta irregular dos políticos.
“Fizeram doações um para o outro em seus comitês financeiros, sendo que Ivo Cassol chegou a doar através de seu comitê de campanha ao comitê de Expedito Júnior o valor de R$ 200.500 exatamente na véspera e no dia da ocorrência da captação ilícita de sufrágio [28 e 29 de setembro de 2006], em que os recursos saíram de Expedito Júnior mediante a participação de seu tesoureiro Robério. Formavam o mesmo grupo político”, assinalou Feitosa.
“Além disso, o governador usou a máquina administrativa pública para tentar ocultar a compra de votos que o beneficiou em conjunto com Expedito Júnior”, acrescentou.
O voto da relatora foi acompanhado, sem divergências substanciais, pelos demais juízes do tribunal.
O procurador Regional Eleitoral Reginaldo Pereira da Trindade descreveu o caso como “o maior escândalo de compra de votos ocorrido no estado.”
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Analistas aumentam projeção de inflação para o ano
Lourenço Canuto
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 6,31% de acordo com estimativas das principais instituições financeiras do país, consultadas na última semana pelo Banco Central e divulgadas hoje no boletim Focus.
Há uma semana, o boletim Focus que o BC divulga às segundas-feiras com as previsões de mercado para todos os indicadores da economia, previa ao final de 2008 um IPCA de 6,29%, contra a estimativa feita há quatro semanas, de 6,14%.
Em 2009 a inflação deverá ser de 5,06%, acima da previsão da última segunda feira, que era de 5%.
Para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na capital paulista, os analistas prevêem 6,44% no fechamento do ano, mesmo patamar da semana passada contra 6,38% previstos há quatro semanas.
A projeção para 2009 é de que o IPC feche em 4,7%, contra 4,59% previstos há quatro semanas.
Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão é de que feche o ano em 10,61% e em 2009 5,7%. O boletim Focus prevê um IGP-M de 10,92% neste ano e de 5,5% no próximo ano.
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Cúpula Ibero-Americana quer reunião urgente na ONU para discutir crise financeira
Vinicius Konchinski
Enviado Especial
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San Salvador (El Salvador) - Os chefes de Estado da Cúpula Ibero-Americana pedirão à Organização das Nações Unidas (ONU) que convoque, com urgência, uma reunião para debater a crise financeira mundial. Em um dos 14 comunicados especiais aprovados ontem (30), os representantes de 22 países tratam sobre da situação econômica mundial e destacam a importância de uma discussão "universal, democrática e eqüitativa" sobre o tema.
“[Os chefes de estado decidiram] realizar consultas para avaliar a oportunidade de convocar urgentemente uma reunião de chefes de Estado e Governo, na sede da Organização das Nações Unidas, visto a gravidade de crise financeira”, informa o comunicado.
No documento, os chefes de Estado afirmam que a comunidade ibero-americana se encontra em melhores condições para enfrentar o problema econômico. Porém, afirmam que não se pode subestimar os impactos da crise sobre a economia real, a estabilidade política e social da região.
O documento ressalta a necessidade de se manter os investimentos em políticas sociais que beneficiem a população mais vulnerável, assim como os investimentos na geração de emprego e na área produtiva dos países.
Em entrevista coletiva concedida ontem (30), o secretário-geral da Secretaria-Geral Ibero-americana, Enrique Iglesias, também demonstrou preocupação com os programas sociais. “Se a crise se aprofundar, pode haver uma repercussão grave, com perda de ganhos sociais”, alertou.
O documento pede ainda uma integração maior do comércio internacional e a conclusão da Rodada Doha. “É urgente a conclusão da Rodada Doha, considerando plenamente os interesses de países em desenvolvimento, especialmente os relacionadas a agricultura.”
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MPF vai à Justiça para que cervejarias indenizem a população por danos à saúde
Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Uma ação civil pública ajuizada hoje (28) pelo Ministério Público Federal (MPF) em São José dos Campos (SP) contra as empresas de cervejaria Ambev, Schincariol e Femsa pediu indenização pelo aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp.
O pedido de indenização pelo crescimento dos danos causados pelo consumo de bebida alcoólica é estimado na ação em cerca de R$ 2,8 bilhões. A indenização foi calculada com base em gastos federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e despesas previdenciárias, em razão de doenças ou lesões diretamente relacionadas com o consumo de álcool.
As bases que sustentam a ação são apurações do próprio MPF, somadas a pesquisas e textos científicos nacionais e estrangeiros. Dados da Unifesp e do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), por exemplo, revelam que o consumo de álcool é responsável por mais de 10% de doenças e mortes no país, provoca 60% dos acidentes de trânsito e leva 65% dos estudantes de 1º e 2º graus à ingestão precoce.
Segundo o procurador da República Fernando Lacerda Dias, as três empresas acionadas respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional, com quase R$ 1 bilhão investido em publicidade, segundo dados de 2007. Há pesquisas que apontam a forte influência publicitária, por exemplo, na maioria dos adolescentes.
“Essas ações agressivas de publicidade refletem diretamente no aumento do consumo de álcool pela sociedade e na precocidade do consumo. Os jovens começam a beber cada vez mais e mais cedo”, criticou Dias. Para o MPF, as empresas devem ser condenadas a investir em prevenção e tratamento dos malefícios do consumo de álcool o mesmo valor pago em publicidade de cerveja e chopp.
Procuradores sustentam que, enquanto o SUS gastou, entre 2002 e 2006, aproximadamente R$ 37 milhões com tratamento de dependentes de álcool (e outras drogas) em unidades extra-hospitalares e mais R$ 4 milhões com internações, a indústria de cervejas no Brasil gasta mais de R$ 700 milhões por ano em publicidade.
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Arquivo:Outubro/2008
Negociações sobre revisão do Tratado de Itaipu avançam em três pontos
Lúcia Norcio
Repórter da Agência Brasil
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Curitiba - Houve avanço em três dos seis pontos propostos pelo Paraguai na reunião da comissão oficial formada pelos governos brasileiro e paraguaio para discutir a revisão do Tratado de Itaipu. Ontem (27) à noite, a assessoria de imprensa de Itaipu informou que a reunião realizada em Foz do Iguaçu (PR) durou cerca de sete horas e meia.
Ficou acertado o término das obras na subestação da margem direita de Itaipu, a gestão plena binacional da hidrelétrica e fiscalização conjunta das contas pelos órgãos auditores dos dois países. De acordo com a assessoria, a negociação com a Comissão Oficial de Negociação Brasil-Paraguai deve prosseguir no final de novembro. A data ainda não foi marcada, mas a reunião deve ocorrer antes de encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, previsto para dezembro.
A delegação paraguaia reivindica ainda a disponibilidade de 50% da energia de Itaipu a que tem direito para negociação com outros países, a revisão do saldo passivo da dívida contraída para construir a usina (a delegação chegou a propor o zeramento da dívida, hoje em torno de US$ 18 bilhões) e discussão do preço que o Brasil paga pela energia cedida.
Participaram da reunião o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia do Brasil, Márcio Zimmermann; o embaixador e subsecretário do Ministério de Relações Exteriores Ênio Cordeiro, que é também conselheiro da binacional; e representantes dos Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, da Eletrobrás e de Itaipu.
Representando o Paraguai participaram, entre outros, o vice-ministro de Obras Públicas, Samuel González; o coordenador da mesa negociadora, Ricardo Canese; o assessor jurídico da Presidência, Hugo Ruiz Díaz; e o vice-ministro de Relações Exteriores, Jorge Lara Castro.
Durante a reunião, conforme a assessoria de Itaipu, a delegação brasileira também reiterou o interesse do presidente Lula em apoiar os projetos de desenvolvimento do Paraguai, como a construção de uma linha de 500 quilovolts (unidade de tensão elétrica) de Hernandárias a Assunção e uma nova subestação na margem direita.
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Brasil espera que governo do Paraguai saiba “controlar excessos”, diz Amorim
Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - O Brasil está acompanhando com atenção a situação dos brasileiros que vivem no Paraguai e espera que o governo do presidente Fernando Lugo consiga controlar possíveis excessos dos trabalhadores rurais que ameaçam atuar contra os produtores brasileiros, os chamados brasiguaios. Foi o que afirmou hoje (24) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
“As expressões que nós ouvimos das autoridades do governo são sempre tranquilizantes sobre as intenções deles, então a nossa expectativa é que eles tenham capacidade de controlar excessos”, disse o chanceler.
Ontem (23) o Itamaraty já havia divulgado nota demonstrando preocupação com as notícias de ameaças feitas pelos camponeses paraguaios contra as propriedades onde estão trabalhadores brasileiros. No entanto, hoje (24), o ministro se mostrou confiante, dizendo que o governo espera que não haja mais conflitos.
Amorim disse também que o Brasil não vai discutir o mérito das reivindicações dos paraguaios, pois isso é algo que o próprio governo de Lugo deve resolver. “A questão é que tudo precisa ser feito com moderação e com respeito aos direitos humanos de todos, inclusive dos brasileiros que estão lá.”
Ele explicou que o governo brasileiro pode “fazer gestões” junto ao governo paraguaio. O ministro se referiu a grupos de trabalho que foram criados para tratar da situação das comunidades brasileiras no país vizinho.
Questionado sobre o andamento das negociações acerca da Usina Itaipu Binacional, Amorim falou que as negociações continuam. Sem dar detalhes, ele comentou sobre a existência de um grupo técnico e de um que cuida da parte financeira. Segundo ele, haverá uma reunião na segunda-feira (27).
“O presidente Lula tem uma disposição muito positiva em encontrar soluções que sejam realistas, pragmáticas, mas ao mesmo tempo positivas, que ajudem o Paraguai dentro de uma visão de pleno respeito à soberania paraguaia, de compreensão das necessidades do Paraguai e dentro daquilo que nós podemos efetivamente fazer”, concluiu. |
TRE proíbe saques acima de R$ 5 mil para evitar compra de votos em Cuiabá
O Tribunal Regional de Mato Grosso decidiu hoje (23) proibir os saques de valores que ultrapassem R$ 5 mil nas instituições financeiras de todo o estado por candidatos, representantes de partidos políticos e coligações que disputam o segundo turno na capital, Cuiabá.
De acordo com o tribunal, a decisão foi motivada pelo "recebimento de denúncias de supostos crimes eleitorais, particularmente compra de votos".
Denúncia publicada na revista Época desta semana aponta o repasse de R$ 400 mil feito por apoiadores do candidato Mauro Mendes (PR) ao PRTB, para suposto pagamento de compra de votos para o segundo turno. Após apoiar o candidato tucano Wilson Santos no primeiro turno, o PRTB decidiu engrossar a campanha de Mendes para a prefeitura cuiabana.
A decisão do TRE vale para saques únicos ou cumulativos e terá validade até o dia da eleição, domingo (26). A resolução também proíbe o pagamento, de qualquer quantia, aos colaboradores, coordenadores e auxiliares de campanha nos dias 25 e 26 de outubro.
Arquivo:Outubro/2008
Procurador-geral pede que Supremo proíba de vez o nepotismo no Senado
Brasília - O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, ajuizou hoje (21) uma reclamação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra alto da mesa Diretora do Senado, que teria afrontado a súmula da própria Corte, que proibiu o nepotismo. O objetivo da reclamação apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) é evitar que a autoridade da decisão do STF seja desconsiderada.
Segundo Souza, a norma adotada no Senado restringe a proibição apenas aos irmãos do cônjuge ou companheiro, enquanto a súmula veda expressamente a nomeação de parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, nos três Poderes.
No texto da ação, o procurador classifica o nepotismo como “filho direto do patrimonialismo” e diz que a manutenção da prática, vigente há séculos, compromete o aperfeiçoamento político-institucional do país.
“Forte, portanto, desde o início de nossa história política, o nepotismo é fruto da renitente e odiosa confusão entre as esferas pública e privada, tendo reflexos mais acentuados na República, sobretudo quando o poder proveniente desta res publica é exercido pelo povo. Por isso mesmo a prática do nepotismo sempre foi um fardo a ancorar a efetividade da construção concreta da democracia no país”, criticou Souza.
Ao defender um exame mais aprofundado do STF sobre aspectos do ato da Mesa Diretora do Senado, Souza citou o exemplo das nomeações de servidores com vínculos conjugais ou de parentesco com senadores já aposentados. O procurador deixa transparecer que, na sua visão, mesmo tais casos podem ser atingidos pela súmula da Corte.
“A aposentadoria de um parlamentar não caracteriza, por si, seu afastamento do jogo político, como normalmente ocorre com o membro do Poder Judiciário”, destacou Souza, ao lembrar que muitos parlamentares aposentados permanecem no cenário político, inclusive em instâncias decisórias de suas legendas, tendo preservados os laços com o poder.
Arquivo Rebista Bahia Acontece: Outubro/2008
Impasse sobre mandato de Morales adia definição de data de referendo
Da Agência Brasil
Brasília - A intenção do presidente da Bolívia, Evo Morales, de reduzir seu mandato e, em seguida, convocar eleições para 2009 provocou um novo impasse entre governo e oposição no país. Não há, portanto, entendimento para a votação do projeto que irá definir a data do referendo que poderá ratificar a nova Constituição boliviana. As informações são da BBC Brasil.
A proposta de reduzir mandatos e convocar eleições antecipadas foi apresentada no Congresso Nacional por parlamentares do partido oficial Movimento ao Socialismo (MAS). O ministro de Desenvolvimento Rural, Carlos Romero, afirmou que a idéia é convocar eleições presidenciais e parlamentares logo depois que a nova Carta Magna, aprovada em dezembro do ano passado, seja ratificada pelo voto popular.
A oposição também defende que a nova Carta entre em vigor com o início do novo governo, mas sem necessidade de redução dos mandatos atuais. Opositores avaliam que a intenção de Morales é ser reeleito no ano que vem, implementar a Constituição e se "perpetuar" no cargo.
O atual presidente boliviano foi eleito em dezembro de 2005, com mandato até 2011. Se houver a redução do mandato, como quer o governo, novas eleições seriam realizadas em 2009 e Morales poderia ficar no governo até 2019 – caso seja eleito novamente e reeleito na seqüência.
A oposição defende a reeleição por um mandato e, assim, Morales, a partir da gestão atual, teria chance de ficar até 2016 e não 2019. Apesar das divergências, as discussões continuavam no início da madrugada de hoje (20), quando o governo, segundo parlamentares, espera aprovar a data do referendo.
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